ACIDENTES DE TRABALHO ENTRE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM

DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE NATAL/RN

* MARIA DAS GRAÇAS DE PAIVA NICOLETE

* * MARIA  LÚCIA DO CARMO CRUZ ROBAZZI

RESUMO: Este estudo de natureza epidemiológica descritiva foi realizado através de um levantamento retrospectivo com 200 trabalhadores de enfermagem do Hospital Universitário em Natal. O objetivo deste estudo foi identificar a ocorrência de acidentes de trabalho e analisar os riscos ocupacionais a que estão submetidos estes trabalhadores de enfermagem na área hospitalar. A coleta de dados foi realizada durante o período de outubro/1999 a abril/2000, com autorização para coletar os dados nos três turnos de escalas de trabalho da enfermagem utilizando questionários. Os resultados deste estudo de acidentes de trabalho foram de 62% nos últimos 3 anos, com maior ocorrência de pérfuro-cortantes.

Unitermos: trabalhador de enfermagem, saúde do trabalhador, acidente de trabalho hospitalar.

INTRODUÇÃO

Nos ambientes de trabalho estão presentes uma diversidade de riscos aos quais os trabalhadores ficam expostos quando executam suas atividades.

A complexidade destes riscos, a associação trabalho - doença, as características das patologias e acidentes de trabalho e as políticas de assistência a saúde dos trabalhadores têm sido estudadas e referenciadas em vasta literatura (DEJOURS, 1987; DIESAT, 1989;  MORRONE, 1993; BULHÕES, 1994; MENDES, 1995).

Nas instituições de saúde os graves riscos existentes gerados pela insegurança dos trabalhadores e pelo descumprimento da legislação relativa a segurança, higiene e medicina do trabalho, causados pela desinformação existente, ausência de fiscalização, inexistência de pessoal especializado, entre outros, trazem danos potenciais ao pessoal que trabalha nos serviços hospitalares.

Autores tais como (JAKUBEC, 1983; SIEGEL, 1984; BENATTI, 1997) referem a escassez de estudos relacionados aos riscos hospitalares, em relação aos trabalhadores de saúde, particularmente os de enfermagem.


 Objetivos

            Através da concretização desse estudo pretendeu-se os seguintes objetivos:

- identificar a ocorrência de acidentes de trabalho entre trabalhadores de enfermagem em um hospital universitário e algumas características ligadas a eles;

- identificar os riscos ocupacionais a que estão submetidos estes trabalhadores que realizam atividades laborais;

- calcular o coeficiente de risco e número médio de acidentes relacionado aos trabalhadores na área hospitalar, setor de atuação e tipo de acidentes.

METODOLOGIA

O presente estudo caracteriza-se como epidemiológico descritivo, realizado através de um levantamento retrospectivo de dados referidos pelos trabalhadores de enfermagem,  com o objetivo de identificar a ocorrência de acidentes de 3 anos de trabalho e os riscos existentes, que podem leva-los a sofrer tais acidentes.

Foi realizado no Hospital Universitário (HU), pelo fato do mesmo ser um Hospital de ensino, integrante da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É um hospital de médio porte, de naturezas secundária e terciária e de referência para todo o estado. É mantido pelo ministério da Educação conveniado com o Sistema Único de Saúde (SUS)  sendo juridicamente de natureza pública e acrescenta aos seus objetivos assistenciais as funções de ensino, pesquisa e extensão universitária.

Em relação aos procedimentos de coleta de dados, após autorização oficial junto a direção do hospital, foi solicitada a listagem dos profissionais de enfermagem e reuniões de esclarecimento em todos os setores de trabalho. Os instrumentos foram validados por 5 juizes docentes e 5 profissionais especializados em medicina do trabalho e foi testado com 20% da população dos trabalhadores de enfermagem. O questionário foi constituído de perguntas abertas e fechadas com dados de identificação e informações sobre acidente de trabalho, condições do ambiente de trabalho, agentes que podem causar  riscos de acidente de trabalho e dados sobre o acidente sofrido.

Neste estudo calculamos o Coeficiente de Risco (CR) por setor de trabalho e de acordo  com a categoria profissional da seguinte maneira: CR – Nº  de acidentes ocorridos no setor dividido pelo número de trabalhadores do setor X 100. Já o número médio de acidentes/pessoa  (NMA) é determinado da seguinte forma: NMA – No de acidentes ocorridos no setor de trabalho dividido pelo número total de trabalhadores.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Tabela 1 – Da distribuição da população alvo do estudo, segundo a categoria ocupacional.  Natal/RN, 2000.

População Alvo

f

%

1. Auxiliares de Enfermagem

100

50

2. Técnicos de Enfermagem

50

25

3. Enfermeiros

50

25

TOTAL GERAL

200

100

            Os resultados da tabela 1 identificam os membros da equipe de enfermagem que fazem parte da população do estudo, observando-se que a mesma é constituída por um percentual de 50% de auxiliares de enfermagem, 25% de técnicos de enfermagem e 25% de enfermeiros.

Tabela 2 –  Distribuição das respostas dos trabalhadores de enfermagem, segundo a categoria ocupacional, de acordo com os “Acidentes de Trabalho” ocorridos nos últimos 3 anos. Natal/RN, 2000.

Acidentes de trabalho nos últimos 3 anos

Membros da equipe

Sim

Não

Total

f

%

f

%

f

%

Auxiliar

60

60

40

40

100

100

Técnico

34

68

16

32

50

100

Enfermeiro

29

58

21

42

50

100

Total

123

62

77

38

200

100

A tabela 2 mostra a distribuição das respostas dadas pelos profissionais de enfermagem sobre os acidentes de trabalhos ocorridos nos últimos 3 anos (1997 – 1998 – 1999/2000) e, no geral 62%, afirmaram que sofreram acidentes de trabalho neste período. Observamos que os técnicos se acidentam mais devido estarem com uma responsabilidade maior de assistência  direta ao paciente.  Além disso, os técnicos assumem várias enfermarias com responsabilidade integral e atividades complexas na assistência direta ao paciente, ao passo que os enfermeiros atuam na supervisão, assumindo assistência de alta complexidade quando há necessidade.

Tabela 3 – Distribuição das respostas dos trabalhadores de enfermagem, segundo a categoria ocupacional, quanto aos tipos de acidentes sofridos. Natal/RN, 2000.

Tipos de Acidentes

Auxiliar

Técnico

Enfermeiro

Total

f

%

f

%

F

%

f

%

Perfuro cortante

55

56

28

64

20

44

103

54,78

Problemas de pele

10

10

5

11

11

24

26

13,83

Trajeto

6

6

1

2

1

2

8

4,26

Problemas

Ósteo-musculares

27

27

8

18

12

28

47

25

Problemas oculares

1

1

2

5

1

2

4

2,13

Total

99

-

44

-

45

-

188

100

A tabela 3 mostra os resultados dos tipos de acidentes sofridos pelos trabalhadores de enfermagem, onde constata-se que a maior parte dos eventos acidentários foi do tipo pérfuro cortante, totalizando no geral 55% dos acidentes, sendo os auxiliares de enfermagem os mais atingidos. Este resultado é esperado, ao menos na realidade brasileira, quando se compara com os outros trabalhos realizados em hospital universitário ( JANSEN, 1997 ). A categoria dos auxiliares de enfermagem foi a que mais sofreu os tipos de acidentes discriminados (53% no geral), devido ao fato de trabalharem intensivamente e diretamente com  a assistência ao paciente.

Tabela 4 – Distribuição das respostas dos trabalhadores de enfermagem, segundo a categoria ocupacional, de acordo com a atribuição da responsabilidade sobre o acidente de trabalho ocorrido. Natal/RN, 2000.

Responsabilidade sobre o “Acidente de trabalho”

Trabalhadores de enfermagem

Sua culpa

Culpa das condições de trabalho

Fatalidade/tinha que acontecer

Total

F

%

f

%

f

%

f

%

Auxiliar

5

50

47

47,48

8

57,14

60

48,78

Técnico

2

20

28

28,28

4

28,57

34

27,64

Enfermeiro

3

30

24

24,24

2

14,29

29

23,58

Total

10

100

99

100

14

100

123

100

            A tabela 4 descreve a resposta fornecida pelos membros da equipe de enfermagem quanto à atribuição da responsabilidade sobre o acidente de trabalho ocorrido. A maioria dessas pessoas (80% no geral) afirmou que os “Acidentes de Trabalho” acontecem por culpa das condições de trabalho. Isto revela que as condições de infra-estrutura física, equipamentos de trabalho são precárias no hospital, levando aos profissionais capacitados a exposição de qualquer tipo de acidente no desempenho do seu trabalho. Sobre a questão da sua própria culpa, os profissionais consideram que houve desatenção ou problemas de saúde que os levaram a sofrer acidentes. No entanto, estes profissionais não levaram em consideração as condições dignas de trabalho oferecidas pelo hospital. Já o fator fatalidade, pode-se atribuir a situações inesperadas, que muitas vezes estão distantes da nossa reação. De um modo geral, observa-se que os trabalhadores de enfermagem do hospital universitário atribuem a culpa do acidente às condições de trabalho, ligados a causas institucionais. Isto vem a confrontar com outros estudos realizados por COHN et al (1985), os quais revelam uma transformação na mentalidade dos trabalhadores que anteriormente atribuíam somente às causas pessoais, sempre culpando-se pelos acidentes ocorridos.

Tabela 5 - Distribuição dos trabalhadores de enfermagem, de acordo com a categoria ocupacional, segundo o tipo de acidente de trabalho. Natal/RN, 2000.

Acidentes típico e de trajetos

Tipos de acidentes

Auxiliar

Técnico

Enfermeiro

Total

f

%

f

%

f

%

f

%

Típicos

93

94

43

98

44

98

180

96

Trajeto

6

6

1

2

1

2

8

4

Total

99

100

44

100

45

100

188

100

            Quanto aos acidentes típicos e de trajeto, observa-se na tabela 5 que os trabalhadores de enfermagem apresentaram predominantemente um maior percentual de acidentes típicos, acusando um percentual de apenas 4% de acidentes de trajeto. Relacionando com o tipo de atividade de trabalho desenvolvido pelos trabalhadores de enfermagem por setor de trabalho, os resultados estão na expectativa esperada. Estes resultados estão em plena concordância com outros estudos realizados em hospital universitário (BENATTI, 1997) e outros hospitais (SUAZO, 1999), em que apontam uma incidência de acidentes típicos acima de 70%.

Por fim, a tabela 6 apresenta os tipos de acidentes por setores de trabalho com coeficientes de riscos. Entre os tipos de acidentes, os pérfuro-cortantes apresentam um coeficiente de risco mais alto para todos os profissionais, sendo 73% e 65% os coeficientes de riscos para os auxiliares de enfermagem nos setores de internação e ambulatoriais. Em seguida, apresentam-se os problemas ósteo-musculares e de pele. Quanto aos problemas oculares e de trajeto apresentaram coeficientes de riscos menores.

Tabela 6 - Distribuição dos danos decorrentes dos tipos de acidentes de trabalho, segundo a categoria ocupacional dos trabalhadores de enfermagem, por setor de trabalho. Natal/RN, 2000.

Tipos de Acidentes

Categoria

Ocupacional

F

Setor de Trabalho

Pérfuro cortante

Ósteo muscular

Prob. de pele

Prob. oculares

Trajeto

Total

f

CR

%

f

CR

%

f

CR

%

f

CR%

f

CR

%

f

Auxiliar

37

Setores de Internação

27

73

12

32

3

8

1

3

2

5,4

45

17

Ambulatório

11

65

5

29

2

12

-

-

2

12

20

2

USFC

2

100

1

50

1

50

-

-

1

50

5

23

Clínica Cir.

14

61

6

26

2

9

-

-

1

4

23

21

UTI

1

5

3

14

2

9

-

-

-

-

6

100

-

55

-

27

-

10

-

1

-

6

-

99

Técnico

10

Setores de Internação

9

90

4

40

2

6

2

20

-

-

17

32

Ambulatório

10

31

2

 

1

 

-

-

1

3

14

1

USFC

1

100

-

-

-

-

-

-

-

-

1

5

Clínica Cir.

5

100

1

20

1

20

-

-

-

-

7

2

UTI

2

100

1

50

1

50

-

-

-

-

4

50

-

28

-

8

-

5

-

2

-

1

-

44

Enfermeiro

26

Setores de Internação

9

34,62

5

19,23

4

15,38

1

4

-

-

19

13

Ambulatório

3

33,10

2

15,38

2

15,38

-

-

1

8

8

6

USFC

2

33,33

2

33,33

1

16,67

-

-

-

-

5

3

Clínica Med.

5

1,67

1

33

2

0,67

-

-

-

-

8

2

UTI

1

50

2

100

2

1

-

-

-

-

5

50

-

20

-

12

-

11

-

1

-

1

-

45

Total

200

 

103

47

26

4

8

188

CONCLUSÕES

Em relação aos problemas de acidentes de trabalho ocorridos, segundo o relato dos profissionais de enfermagem do HU, os enfermeiros apresentam um percentual de 58% de acidentados, os técnicos 68% e os auxiliares de enfermagem apresentam 60% de acidentes de trabalho em relação a cada categoria profissional e no geral o percentual de acidentados é de 62%.

Em relação ao número de acidentes por trabalhadores, de enfermagem acidentados, corresponde a 29 os quais tiveram 45 acidentes, o que eqüivale a 24%. Do total de 45 acidentes, verificou-se a ocorrência  de 23  entre os anos de 1999 e 2000, o que eqüivale a um percentual de 51%. Também vale salientar que houve reincidência de 16 acidentes (25% do total) entre os enfermeiros, sendo 4 (25%) em 1997, 7 (44%) em 1998 e 5 (31%) de 1999 a 2000.

Segundo o relato dos profissionais de enfermagem do HU, os enfermeiros apresentam um percentual de 58% de acidentados, os técnicos 68% e os auxiliares de enfermagem apresentam 60% de acidentados do trabalho. Os agentes causadores mais referidos foram as agulhas com 33,33%, sendo os acidentes mais referidos os pérfuro-cortantes com um percentual de 81,5%. Os tipos de acidentes foram quedas por escorregão sendo responsáveis por 47%  dos acidentes afetando as regiões ósteo-musculares.

Os acidentes de trabalho relatados pelos 34 técnicos de enfermagem acidentados, foram em número de 44. A reincidência de acidentes ocorrida é de 10 no ano de 1998, e o agente causador foi agulha, evidenciando o acidente pérfuro-cortante como o mais relatado por trabalhadores de enfermagem desta categoria ocupacional, seguido pelos ósteo-musculares e problemas de pele.

Os auxiliares de enfermagem, em número de 60 acidentados, sofreram 99 acidentes de trabalho. O número de acidentes sofridos no ano de 1997 foi 26. A reincidência dos acidentes é de 39 casos, sendo 7 em 1997, 27 em1998 e 5 entre  1999 e 2000 e o agente causador foi agulha com 44,4% sendo referido o acidente pérfuro-cortantes com maior ocorrência entre esta categoria ocupacional.

Quanto aos setores de trabalho, os trabalhadores foram classificados nos seguintes grupos: os pertencentes ás clínicas de internação, ambulatoriais,  centro cirúrgico, UTI e USFC (Unidade de Saúde Familiar e Comunitária). O total de acidentados é 123, correspondente a eventos acidentários.

Foi calculado o Número Médio de Acidentes (NMA) por pessoas, de acordo com o setor de trabalho e constatou-se que a maior parte dos acidentes ocorreram nos setores que formam a internação acusando NMA de 1,73  por enfermeiro, 2 para técnico e 3,71 para auxiliar. Estes dados reforçam a realidade de sobrecarga de trabalho que os profissionais são submetidos.

A maior freqüência de acidentes de trabalho para as três categorias de profissionais ocorreu no ano de 1998 obtendo-se um coeficiente de risco 45,5% em 1997 o coeficiente foi de 17,5% havendo um decréscimo e de 1999 a 2000 o coeficiente de risco subiu para  31%.

Em todas as categorias profissionais os acidentes mais referidos foram os pérfuro-cortantes, através dos agentes causadores tais  como: agulha, vidro e instrumental. Em seguida os acidentes mais referidos pelos profissionais foram os problemas ósteo-musculares, quedas, entorses, luxações, escoriações, lombalgias onde os agentes causadores foram quedas e escorregão e peso do paciente e as regiões do corpo mais atingidas foram os membros inferiores.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com os resultados e conclusões desta pesquisa, sugere-se que sejam realizados estudos dessa natureza, investigando os riscos ocupacionais e acidentes de trabalho ocorridos em todos os hospitais, para uma melhor conscientização dos trabalhadores e nova transformação da realidade existente. Também devem ser levados em consideração os fatores a seguir:

- que seja feito treinamento nos métodos de trabalho e segurança laboral;

- que haja a colocação adequada de avental, gorro, macacão, sapatos sem saltos, com biqueira; evitar cintos, as  saias rodadas, as mangas compridas. Evitar jóias: anéis, colares, óculos com enfeite entre outros;

- que sejam realizados cursos sobre as Normas Regulamentadora de acidentes de trabalho, a fim dos trabalhadores terem conhecimento sobre os direitos e deveres no exercício da profissão;

- que sejam oferecidas melhores condições de segurança aos trabalhadores;

- que os mesmos tenham informações sobre os riscos de acidentes de trabalho;

- Que a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) seja um órgão atuante na defesa dos trabalhadores.

 Os resultados deste estudo ofereceram subsídios para muitos questionamentos que, conseqüentemente podem suscitar novos estudos científicos.

É importante que se prossiga nos estudos para encontrar as

sociações entre a ocorrência de acidentes de trabalho com profissionais de enfermagem e os diversos fatores de riscos decorrentes de suas características pessoais e condições de trabalho.

Os resultados deste estudo demonstram que os profissionais acidentados não se vitimaram, por possuírem menor ou maior nível de instrução ou por ocuparem posição inferior na escala social e profissional. As verdadeiras causas dos acidentes de trabalho deve ser investigadas nas condições de trabalho e de sobrevivência da classe trabalhadora.

Espera-se que este estudo ofereça estímulos para que sejam explorados novos caminhos, e aprofundadas as associações existentes entre os diversos riscos dos serviços de saúde, suas condições de trabalho e os acidentes de trabalho.

OCCUPATIONAL ACCIDENTS  BETWEEN WORKERS OF

NURSING OF THE UNIVERSITY HOSPITAL IN NATAL/RN

ABSTRACT: This study of descriptive epidemic nature, it  was accomplished through a retrospective rising with 200 workers of nursing of the University Hospital in Natal. The objective of this study went identify to occurrence of occupational accidents and to analyze the occupational risks the one that these nursing professionals is submitted in the area hospitalar. The collection of data was accomplished properly during the period from october/1999 to april/2000, with  authorization to collect the data in the three shifts of scales of work of the nurses using questionnaires. The results of this study show that in general, the work accidents were of 62%  in the last three years, with greater ocurrence of  perforate-sharp ones.

KEY WORDS: nurse worker, health of worker, hospitalar work accident.

ACCIDENTES DE TRABAJO ENTRE TRABAJADORES DE ENFERMERÍA

DE UN HOSPITAL UNIVERSITARIO DE NATAL/RN

RESUMEN: Esto es un trabajo de naturaleza epidémica descriptiva por lo cual fue cumplido a través de un estudio retrospectivo con 200 trabajadores de una enfermería hospital Universitario en Natal. El objetivo de esto estudio fue identificar  la ocurrencia de accidentes de trabajo y analizar los riesgos profesionales el que estos profesionales del enfermería se someten en la área hospitalar. La colección de datos fue en el periodo de octubre/1999 hasta abril/2000, con autorización para la colección de los datos en tres turnos de trabajo de la enfermería por lo cual los datos fueron recogidos a través de encuestas. Los resultados de esto estudio caracterizan que en general, los accidentes de trabajo fueran de 62% en los últimos 3 años con mayor ocurrencia  de accidentes perjuro-afilado.    

Uní términos: obrero de la enfermería, la salud del obrero, accidente de trabajo hospitalar.   

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENATTI, M. C. C. Acidente de trabalho em um hospital universitário: um estudo sobre a

ocorrência e os fatores de risco entre trabalhadores de enfermagem. São Paulo, 1997. 239p.

Tese (Doutorado) - Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.

BULHÕES, I. Riscos do trabalho de enfermagem. Rio de Janeiro: [s. m.]. 1994.   221p.

COHN, A. et al. Acidentes de Trabalho: uma forma de violência. São Paulo, Brasiliense,

1985.

DEJOURS, C. A. A loucura do trabalho. São Paulo: Oboré, 1987.

DIESAT. Insalubridade: morte lenta no trabalho. São Paulo: Oboré, 1989. 223 p.

JAKUBEC, N. L. et al. Hospital and industry occupational health nurses: Are they

different? Occupational Health Nursing Thorofare. v. 31, n. 4, p. 12-4, 1983.

JANSEN, A. C. Um novo olhar para o acidente de trabalho na enfermagem: a questão do

ensino. Ribeirão Preto, 1997. Dissertação (Mestrado) Escola de Enfermagem de Ribeirão

Preto, Universidade de São Paulo.

MENDES, R. M. Patologia do trabalho. Rio de Janeiro: Atheneu, 1995.

MORRONE, L.C. Medicina do Trabalho na Itália. Rev. Bras. De Saúde Ocupacional, São

Paulo, n.79, v.21 – jul/agost/set, p.7 – 23, 1993.

SIEGEL, G. S. Health hazards to health workers: a neglected area. American Journal of.

Public Health, New York: v. 54. 1001-3, june, 1984.

SUAZO, S. V. V. Contribuição ao Estudo sobre Acidentes de Trabalho que acometem as

trabalhadoras de Enfermagem em Hospitais Chilenos. Ribeirão Preto, 1999. Dissertação

(Doutorado) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.