A IMPORTÂNCIA DE CRIAÇÃO DA EMPRESA JÚNIOR PARA O ENSINO DE GRADUAÇÃO DE
CIÊNCIAS CONTÁBEIS
Autores:
Paulo Roberto Fernandes de Medeiros
Mestrando em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio Grande
do Norte
Rua São Miguel dos Milagres, 05, Neópolis - Natal/RN
Fone: 84-99685034
Endereço eletrônico - papaulosjs@yahoo.com.br
Joana D'arc Medeiros Martins
Professora Substituta da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Professora da FAL - Faculdade de Natal
Rua Dr. Abelardo Calafange, 1991, Lagoa Nova, Natal/RN
Fone: 84-2065637/99813680
Endereço eletrônico - joanadarc@ufrnet.br
José Vicente de Assis
Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Fone: 84-99844026
Endereço eletrônico - assismm@ufrnet.br
Adriana Isabel Backes Steppan
Mestranda do Programa Multiinstucional e Regional de Pós Graduação
Unb/UFPE/EFPB/EFRN
Rua Santa Gema, 336 Casa 29 Res. Primavera - Emaús - Parnamirim/RN
Fone: 84-6431254
Endereço eletrônico - belinhab@ig.com.br
Resumo: O referido trabalho é um resultado de um estudo teórico-empírico,
que tem como objetivo central à importância da criação da Empresa Júnior
para o ensino no Curso de Ciências Contábeis. Apresenta a empresa júnior
como diferencial para o ensino, conceitos iniciais no mundo e em nosso
próprio país, como também sua relação entre universidade, alunos e
sociedade em geral. Chama-se atenção no desenvolvimento de políticas
sociais e demonstra os recursos necessários para sua formação, composição e
os tipos de serviços que pode realizar no ambiente público e privado, bem
como a relação do ensino para as exigências do mercado, que passaram a ser
mais rigorosas e abrangentes - requerendo que a formação do profissional da
contabilidade inclua o desenvolvimento de competências, habilidades
multidisciplinares e interdisciplinares. Percebemos que este tipo de
iniciativa é de fundamental importância para o desenvolvimento do aluno
quando ainda universitário, visto as dificuldades de se colocar em prática
os ensinamentos adquiridos na sala de aula, sendo essa uma forma de ensino
de integrar aluno e mercado de trabalho. Contemplando também que o ensino
usando a empresa júnior na graduação fortalece a Educação Profissional
Continuada, que também passou a ser fundamental para a capacitação do
contabilista no adequado exercício de sua atividade profissional. Tendo
também a preocupação dos docentes e discentes em uma graduação completa em
que com a utilização da empresa júnior com gestora de conhecimentos
práticos irá formar verdadeiros profissionais para o mercado de trabalho,
pois, terão uma experiência prática empreendedora. Vale salientar que a
empresa júnior deverá contar com o empenho e a versatilidade de seus
integrantes, objetivando assim o pleno êxito em suas atividades.
Palavras - chave: Empresa Júnior; ensino de graduação; Ciências Contábeis;
Universidade.
Introdução
Empresa Júnior é uma sociedade simples sem fins econômicos, formada,
exclusivamente por estudantes de graduação, que presta serviços de
consultoria e desenvolve projetos para empresas, entidades e a sociedade em
geral nas suas diversas especialidades ou campos de conhecimento, sob a
supervisão de professores especializados nas suas áreas de atuação, segundo
o kit para empresas juniores, Marinho (2004).
Tendo em vista a importância de se colocar em prática os ensinamentos adquiridos em sala de aula, sentiu-se a necessidade de pesquisar sobre a Empresa Júnior voltada como forma de ensino, na qual como conceito acima tem sua existência dentre uma delas em expor a prática para os alunos de graduação, pois, em pesquisa realizada em universitários de ciências Contábeis da cidade de Natal - RN, com aplicação de um questionário, a maioria dos entrevistados alegaram a preocupação da falta de prática na graduação.
É irrevogável que a sala de aula é indispensável e insubstituível. Mas, não se pode imaginar que apenas isso seja suficiente para a formação profissional de um aluno. É indiscutível a necessidade de uma dedicação extraclasse para recompor os assuntos vistos na teoria, com tudo, o profissional da contabilidade tem que atender às crescentes e diferenciadas demandas de mercado, a partir de uma formação sólida, que requer o domínio de habilidades não só de natureza técnica-teórica, mas também de ordem humanística, holística, sistêmica e pratica. A Educação Profissional Continuada também passou a ser fundamental para a capacitação do contabilista no adequado exercício de sua atividade profissional . Com isso, o referido estudo propõe que a vivencia empresarial durante a graduação é fator fundamental para a formação de um Bacharel em Ciências contábeis, que encontramos na Empresa Júnior que agirá como uma empresa de contabilidade, com compromissos e responsabilidades.
O trabalho a seguir exporá de forma sucinta, dando ênfase a sua
caracterização como ensino, criação, formação como empresa, serviços, suas
vantagens para a universidade/sociedade/alunos e o qual a importância da
Empresa Júnior para o curso de Ciências Contábeis.
Empresa Júnior
Segundo o Manual de Constituição e Administração de Empresas Juniores-
FEJEMG (2000), o movimento Empresa Júnior foi criado na França em 1967,
como resultado de um projeto do governo Francês para promover a criação de
novas empresas. A primeira Empresa Júnior foi fundada em Paris no curso de
administração.
No ano de 1989, Juniores franceses faturaram 10 milhões de dólares, com 7000 estudos realizados. Hoje contam com cerca de 25000 estudantes envolvidos em mais de 100 associações; contam com uma confederação nacional e vários correspondentes, também Juniores, na Suíça, Espanha, EUA, Brasil, etc...
A empresa júnior no caráter disciplinar pode prestar vários tipos de serviços desde que sejam respeitados os princípios éticos de sua área de atuação, conhecimentos adquiridos em sala de aula e qualidade na prestação de serviços. Vejamos a seguir alguns serviços que podem ser prestados pela Empresa Júnior de Ciências Contábeis como fator de aprendizagem em algumas áreas:
- Consultoria Contábil
- Gestão
- Assessoria Empresarial
- Escrituração Contábil
- Treinamentos
- Contabilidade Geral
- Promoção de eventos
- Banco de Dados
- Pesquisa Cientifica
Prestar-se-á serviços de consultoria empresarial, desenvolvendo projetos e
indicando soluções para problemas diagnosticados para as empresas,
entidades e a sociedade em geral nas suas diversas especialidades ou áreas
de atuação.
Se o usuário da contabilidade quiser saber das respostas para as seguintes perguntas "Como administrar os custos?" "Como obter lucros?". Faz-se análises financeira e de balanço evidenciando num grau de detalhe analítico ou forma de apresentação e classificação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório. Em determinado momento acompanhar o processo administrativo-empresarial das entidades em geral no sentido de orientá-las para escolha do melhor caminho para consecução do êxito empresarial desejado.
Na área contábil faz-se também o serviço de escrituração contábil abrangendo a área tributária e recursos humanos. Na área de treinamento é necessário à transmissão do conhecimento. Por este motivo, a Empresa Júnior de Ciências Contábeis tem por objetivo, nesta área, organizar eventos de natureza contábil como: congressos, encontros, palestras, feiras, mini-cursos e afins, objetivando primordialmente o desenvolvimento individual dos discentes e conseqüentemente a elevação do nome institucional da Universidade.
O serviço de contabilidade geral está relacionado ao registro de empresa na junta comercial, abertura de empresa, e aspectos a estes relacionados. Deverá mantido um Banco de Dados contendo currículos profissionais de estudantes que estão interessados em ingressar no mercado de trabalho, dessa forma a Empresa Júnior de Ciências Contábeis intensificará o intercâmbio entre aluno-empresa.
Na área de pesquisa científica formará com os docentes grupos de estudos
contábeis para o enriquecimento intelectual e cientifico dos alunos da
Empresa Júnior.
Benefícios à empresa, universidade e sociedade
- Benefícios à empresa
A Empresa Júnior poderá oferecer várias vantagens aos empresários de
micro, pequenas, médias e grandes empresas, tanto dos setores de comércio,
serviço, indústria e terceiro setor.
Os serviços oferecidos serão supervisionados por professores
especializados, primando pela qualidade, ajudando assim as empresas a se
manterem nesse mercado tão competitivo que encontramos hoje, além do mais,
os preços cobrados pela Empresa Júnior serão justos, pois, deverão servir
para que se possa cobrir os gastos operacionais da mesma e garantir a sua
continuidade, dado que empresa tem como um de seus propósitos incrementar a
formação acadêmica do aluno e não remunerá-lo por tal prestação de serviço.
- Benefícios à universidade
A empresa júnior vem sistematizar uma aproximação maior entre aluno-
universidade. Esse contato serve também para integrar a universidade à
sociedade, com isso, surgindo benefícios para ambos. A sociedade apresenta-
se grata pelos serviços que indiretamente aquela universidade lhe estará
prestando através da empresa, de forma profissional, responsável, com
qualidade e sempre agindo pelo social.
Sendo assim a universidade terá um maior prestígio e cada vez
mais os graduandos farão questão de se integrar à empresa júnior, bem como
empresas, que terão profissionais já lapidados para o mercado de trabalho.
- Benefícios à sociedade
A Empresa Júnior também vem sistematizar uma aproximação maior entre
a universidade e a prestação de serviços gratuitos às instituições de fins
filantrópicos, tais como: Organizações não Governamentais, abrigos de
idosos, Associações dos portadores de Síndrome de Donw, Associações de
Deficientes Auditivos e Visuais, etc.
Passos para criação de uma empresa júnior
Na criação de uma empresa júnior é imprescindível a responsabilidade
por parte dos alunos da instituição de ensino, esses devem mostrar
interesse e um espírito empreendedor desde o começo da fundação assegurando
dessa forma o sucesso da empresa.
- Projeto
Como primeiro passo, os alunos que formam a equipe que estabelecerá a
Empresa Júnior devem montar um projeto onde estará claramente relacionado
os objetivos e os benefícios dessa implantação. Esses pontos são de
primordial importância no momento de apresentação do projeto para a
instituição de ensino, professores e principalmente para os alunos.
Após ter sido feita uma proposta bem definida, recomenda-se que essa seja
levada a discussão entre a direção do curso, o corpo docente e o discente.
Tudo isso é muito importante, pois se esse primeiro passo for bem
estruturado poderá se obter sem muitas dificuldades a estrutura e o apoio
da universidade. Não esquecendo também, que tudo isso já seria a primeira
atividade de marketing interno feito pela empresa júnior.
- Equipe de fundação
A equipe de fundação é formada por seis alunos com o objetivo exclusivo de
elaborar um projeto e constituir legalmente a Empresa Júnior. Com o
objetivo de melhorar o desempenho de cada integrante desta equipe é que se
procurou definir a atividade que cada componente teve que realizar dentro
de sua disponibilidade de tempo e aptidão para cada área de atividade da
fundação definidos a seguir:
- Colaborador de infra-estrutura - Responsável por toda parte relacionada a
material de consumo dentro da empresa, além de ser o responsável pela
parte física da empresa e suas instalações.
- Colaborador jurídico - Responsável pelos documentos para abertura da
Empresa Júnior. Sua atividade está em executar todos os procedimentos junto
aos órgãos públicos em tempo hábil. Também fica responsável pelo
recolhimento e guarda dos documentos da diretoria da empresa.
- Colaborador financeiro - Responsável pelo fundo de caixa da equipe de
fundação cuja origem está nas diversas doações feitas por todo o corpo
docente e/ou discente. Esse fundo tem por objetivo a compra de material e
qualquer outra despesa operacional. Também deve apresentar ao final de cada
mês a situação do fundo de caixa e suas aplicações além de fazer projeções
para gastos futuros.
- Colaborador de processamento - Responsável pelos procedimentos internos
na universidade no tocante ao trâmite de documentos junto à coordenação do
curso (ofícios, memorandos, requerimentos e outros documentos), além de
organizar todas as reuniões até a abertura da empresa, também ficando
responsável por toda parte relacionada a processamento de dados da empresa.
- Colaborado de marketing - Responsável pela criação e divulgação de
qualquer evento que ocorrer na fase inicial da empresa júnior, além de ser
responsável pelo contado direto com todos os profissionais que venham de
alguma maneira contribuir com a empresa.
- Colaborador de planejamento - Responsável em planejar as atividades que
serão realizadas em cada semana dentro da empresa júnior. Tem por objetivo
principal cumprir a meta de abertura da empresa no prazo determinado, além
de acompanhar o desenvolvimento de todas as tarefas.
Escolha dos componentes
Os alunos escolhidos a partir da segunda gestão que serão a diretoria
executiva, deverão passar por um processo avaliativo, que demonstre aptidão
e principalmente interesse em executar as atividades pertinentes aos
objetivos da empresa júnior.
- Diretoria executiva
A diretoria executiva é o órgão de representação e
administração da empresa júnior, investida dos poderes suficientes para
assegurar a consecução de seus objetivos, observando e fazendo observar o
estatuto e as deliberações do conselho de administração. essa diretoria da
Empresa Júnior será composta por seis membros, sendo: 1(um) diretor
presidente, 1 (um) diretor vice-presidente, 1(um) diretor administrativo-
financeiro, 1(um) diretor de recursos humanos, todos para mandato de 02
(dois) semestres seguidos, vale salientar que nenhum membro da diretoria
será remunerado, para o desempenho de suas funções e respectivas
atribuições.
- Diretor presidente - é o responsável direto na organização da Empresa
Júnior e tem como missão principal manter os demais diretores informados
sobre todos acontecimentos relacionados à Empresa Júnior, além de coordenar
todas atividades realizadas pelos demais diretores.
- Diretor vice-presidente - é responsável pelo assessoramento do diretor
presidente e na sua ausência possui suas atribuições.
- Diretor Administrativo-financeiro - Sua função é execução dos atos
administrativos e financeiros, segundo as normas que forem estabelecidas
pela empresa, fará a elaboração da proposta orçamentária anual para ser
apresentada na Assembléia Geral e também fica responsável pelas
demonstrações e relatórios financeiros e orçamentos de projetos da Empresa
Júnior.
- Diretor de Recursos Humanos - Sua atividade dentro da empresa é organizar
o setor pessoal além de controlar o cadastro de todas empresas e alunos
envolvidos em qualquer projeto da empresa, também fica responsável por toda
correspondência de caráter oficial relacionada à empresa.
- Diretor de Projetos - Esse diretor tem como objetivo elaborar projetos de
acordo com a necessidade dos clientes e com a sua viabilidade econômica.
Conselho de administração
O conselho de administração é o órgão de deliberação da empresa júnior, composto por 06 membros designados pela coordenação do curso,
dentre eles: 01 (um) coordenador de extensão (professor que presidirá o
conselho de administração), 01 (um) vice-coordenador de extensão (professor
que só poderá presidir e ter poder de voto, na ausência do coordenador de
extensão), 02 (dois) membros da diretoria executiva e 02 (dois) membros
efetivos. As reuniões do conselho de administração somente serão
instauradas com a presença unânime de seus componentes e as decisões serão
tomadas por maioria de 3/5(três quinto) de votos dos membros presentes,
esse conselho se reunirá, pelo menos, 04 (quatro) vezes durante o mandato
da diretoria executiva, nos meses de março, junho, setembro e dezembro, em
datas e horários agendados de comum acordo entre seus membros, ou ainda, a
qualquer tempo mediante solicitação ou havendo a necessidade de reunião com
os membros da diretoria executiva.
Atribuições e responsabilidades do conselho de administração:
Estabelecer as diretrizes gerais de atuação da Empresa Júnior;
Examinar e emitir parecer sobre as demonstrações financeiras, relatórios de
atividades e orçamentos apresentados pela Diretoria Executiva;
Aprovar a admissão de participantes da Empresa júnior e a perda da condição
de participante da mesma em caso de violação das disposições do presente
Estatuto;
Aceitar doações e subvenções;
Autorizar convênios, contratos e parcerias em nome da instituição
mantenedora;
Designar substitutos para os cargos vagos da Diretoria Executiva;
Estabelecer as diretrizes para o processo seletivo da Empresa júnior;
Destituir em caso de improbabilidade administrativa comprovada, qualquer
membro, participante da estrutura da Empresa júnior;
Coordenador de extensão e vice-coordenador de extensão
O Coordenador de Extensão e o Vice-Coordenador de Extensão são responsáveis
pelo Conselho de Administração e pelo assessoramento da Diretoria
Executiva, sendo designado pela coordenação do curso, entretanto, até a
escolha dos respectivos cargos fica como responsável o coordenador do
curso.
São atribuições e responsabilidades do Coordenador de Extensão e Vice-Coordenador de Extensão:
Assegurar junto a Diretoria Executiva o respeito às diretrizes da Empresa
Júnior estabelecidas pelo conselho de administração;
Assegurar junto à Diretoria executiva o respeito às normas operacionais da
Empresa Júnior estabelecidas em conjunto com o conselho de administração;
Assessorar a Diretoria executiva no cumprimento de suas atribuições
na administração geral da empresa júnior.
Orientar a Empresa Júnior para cumprir os seus objetivos de ensino,
pesquisa e extensão.
Conselho fiscal
É o órgão de fiscalização da empresa júnior. Ele será composto por
cinco membros: o Diretor Presidente, dois membros associados e dois
professores, eleitos pela Assembléia Geral.
- Atribuições responsabilidades do Conselho Fiscal;
- Examinar e visar periodicamente os livros, documentos e balancetes da
empresa júnior;
- Apresentar parecer sobre as contas e demonstrações da empresa júnior;
- Apurar denúncias de irregularidades, cuja apreciação seja de sua
competência;
- Denunciar ao Conselho Administrativo quaisquer irregularidades, erros,
fraudes ou crimes que descobrirem, e sugerir providências úteis nos casos
que envolvam violação da Legislação do Estatuto, Regimento Interno,
Resoluções ou da Ética.
O Conselho Fiscal reunir-se-á ordinariamente a cada 3 (três) meses, e
extraordinariamente, mediante convocação de seu presidente, eleito na
primeira reunião posterior à nova eleição, ou do Diretor Presidente do
Conselho Administrativo.
Estatuto
O estatuto é um documento legal que contém todas as normas que regem o
funcionamento da organização, é a peça chave de toda Empresa Júnior, vale
salientar que este estatuto deve ser elaborado de acordo com a realidade
dos alunos e do ambiente em que eles estão inseridos, visando dessa forma
auxiliar o trabalho dos mesmos (em anexo).
Após a elaboração do estatuto deve ocorrer uma assembléia geral onde será
consolidada a entidade. A assembléia deve ser presidida por uma das pessoas
que copilou o estatuto e secretariada por outra. Depois da aprovação do
estatuto deve se fazer o registro no cartório de registro civil de pessoas
jurídicas, devido ao seu caráter de sociedade simples sem fins econômicos,
não esquecendo que isso deve ser feito juntamente com a ata de fundação da
Empresa Júnior e da ata de posse da diretoria executiva.
Estrutura Organizacional
Órgãos deliberativos
Assembléia Geral - é o órgão soberano da empresa júnior e será Ordinária ou
Extraordinária. Somente membros efetivos terão direito a voto nas
assembléias gerais, correspondendo 1 (um) voto a cada membro efetivo, sendo
vetada a representação por procuração.
As Assembléias Gerais são convocadas pela Diretoria Executiva ou pelo
Conselho de Administração, como um mínimo de 03 (três) dias de antecedência
a sua realização, mediante edital afixado em ambiente funcional. Serão,
ainda, convocadas pela Diretoria Executiva, a requerimento de membros
efetivos representando, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) dos
membros efetivos da empresa júnior. A Assembléia Geral será presidida pelo
Diretor Presidente da empresa júnior ou pelo seu substituto legal e as
funções de secretario da Assembléia Geral serão desempenhadas por qualquer
dos membros associados, escolhido pela Assembléia Geral, por aclamação, e
caberá a essa assembléia aprovar e alterar o Regimento Interno, mediante
proposta da Diretoria Executiva.
Assembléia Geral Ordinária - reunir-se-á uma vez por ano e destina-se a
prestar contas de contabilidade e a deliberar sobre as demonstrações
financeiras relativas ao exercício findo; examinar o relatório de
atividades elaborado pela Diretoria Executiva; selecionar os membros da
mesma; e discutir assuntos previamente relacionados pela Diretoria
Executiva para constarem em pauta.
Assembléia Geral Extraordinária - reunir-se-á a qualquer tempo, por
convocação da Diretoria Executiva ou do Conselho de Administração, e sempre
que exigirem os interesses sociais.
Recursos, espaços físicos, equipamentos e tecnologia
Os recursos para colocar a Empresa Júnior de Ciências Contábeis em
funcionamento podem ser oriundos de doações recebidas de terceiros,
contribuições voluntárias e subvenções oferecidas pelas universidades, mas
o objetivo é que com o passar do tempo a empresa júnior de contabilidade
comece a gerar suas próprias receitas com a prestação de serviços aos
diversos tipos de cliente.
É primordial que a universidade dê apoio a empresa júnior no tocante a
espaço físico e equipamentos, pois ela estará colaborando para um
crescimento intelectual do aluno e estará elevando o nome da universidade,
mostrando que a instituição está dando um retorno para a sociedade através
da prestação de serviço de qualidade feita por seus alunos.
Os recursos humanos da empresa júnior envolvem basicamente os alunos que
forem selecionados, os professores como forma de orientadores dos projetos
e demais profissionais que se habilitarem a oferecer qualquer tipo de
treinamento que venha a contribuir com o crescimento da empresa.
Publicidade
O processo de publicidade de uma Empresa Júnior de Ciências Contábeis
já se inicia na apresentação do projeto para a formação da mesma, onde todo
o corpo docente e discente estaria presente para tomar conhecimento de tal
empreendimento.
No transcorrer de suas atividades serão desenvolvidas atividades de
marketing como:
- A divulgação da imagem institucional da empresa júnior por meio de site;
- A apresentação de seus trabalhos em toda a comunidade acadêmica também no
meio externo à universidade;
-Visita a clientes por membros da empresa, para a captação de negócios;
- Propagandas nos meios de comunicação e entrega de folders, faixas,
murais, obedecendo as regras das entidades de classe.
Cronograma de Execução
Após a aprovação do estatuto a fase seguinte será a inscrição
no Ministério da Fazenda (CNPJ) junto a Receita Federal, onde serão
entregue no ato da inscrição a cópia do RG, CPF e comprovante de residência
de todos os sócios (diretoria executiva) com a cópia do estatuto já
registrado. Após esse processo deve se procurar o setor de cadastro de
contribuintes mobiliários, utilizando se o formulário GDC - Guia de dados
Cadastrais, em 1 (uma) via para obtenção do numero do CCM - Cadastro de
Contribuintes Mobiliários que deve ser assinado por qualquer diretor (ou
procurador) com poderes, conforme estatuto. Com relação ao registro no INSS
deverá ser utilizado o formulário CMA - Certificado de Matricula e
Alteração, em duas vias juntamente com a documentação necessária.
A importância da empresa júnior para os docentes e para o curso de ciências
contábeis
O forte crescimento do desemprego na última década não é
exclusividade do Brasil, onde a taxa de desocupação entre a população
economicamente ativa é de 13%, segundo o último levantamento do IBGE
(2003). Esta tendência decorre da combinação de menor atividade da economia
mundial, com seus reflexos perversos na economia brasileira, e do
crescimento mais acentuado da população economicamente ativa, especialmente
devido à inserção de um número maior de mulheres e jovens no mercado de
trabalho. O que mais surpreende é que a taxa de desemprego aumentou também
entre a população mais jovem que já se encontra em idade economicamente
ativa, ou seja, entre os jovens de 15 a 24 anos.É diante desse quadro que as universidades devem começar a preparar seus
alunos para enfrentar o mercado de trabalho, pois o mercado atual esta
exigindo profissionais com grande capacidade empreendedora e que já saiam
das universidades sabendo aplicar os conhecimentos em situações reais
possibilitando assim ganho de tempo para as empresas. É pensando nisso que
afirmamos a importância de uma Empresa Júnior para o curso de ciências
contábeis pois a medida que o aluno vai adquirindo conhecimento teórico ele
também vai podendo associar com sua pratica profissional, isso torna o
discente mais preparado para quando chegar a sua hora de enfrentar o tão
concorrido mercado de trabalho.
De acordo com Marques (2003), as universidades devem começar a estimular
nos seus alunos o espírito empreendedor que nada mais é que desejar
realizar uma atividade deixando uma marca, fazendo assim uma diferença no
mercado, isso reflete para universidade de uma maneira muito positiva pois
vai trazer um grande conhecimento para seu aluno e conseqüentemente um
aumento no nível intelectual de seus discentes.
Empresa Júnior nas Instituições de Ensino Superior em Nata/RN
Realizou-se uma investigação com 05 (cinco) instituições de ensino
superior da esfera federal e privada na cidade do Nata/RN, com o objetivo
de identificar aspectos qualitativos essenciais que envolvem a atuação das
instituições pesquisadas, mediante entrevistas com alunos da graduação de
ciências contábeis que resultaram nas seguintes constatações:
a) 83% dos alunos não se acham capazes de ingressar no mercado de trabalho logo que conclui a graduação.
Quesito 1: Ao acabar seu curso você se acha capaz de entrar nomercado de trabalho?
| |Freqüência | % | % Acum. |
|Sim | 3 | 5% | 5% |
|Não | 50 | 83% | 88% |
|Não sabe | 5 | 8% | 97% |
|Sem resposta | 2 | 3% | 100% |
|Total | 60 | 100% | |
b) 72% dos alunos entrevistados acham o curso de ciências contábeis muito
teórico.
Quesito 2: Você acha seu curso muito teórico?
| |Frequência | % | % Acum. |
|Sim | 43 | 72% | 72% |
|Não | 17 | 28% | 100% |
|Não sabe | 0 | 0% | 100% |
|Sem resposta | 0 | 0% | 100% |
|Total | 60 |100% | |
c) 52% dos alunos entrevistados não acham o curso de ciências contábeis
muito prático. Segundo a CONFEJ (2003), a importância da Empresa Júnior para o Curso de Graduação de Ciências Contábeis reflete em seus docentes, esperando assim que procurem contribuir com seus conhecimentos para a comunidade em que estejam inseridos e dessa maneira estarão trocando experiências com o meio externo a universidade. Esse tipo de iniciativa faz com que o aluno aprenda praticando pois ao mesmo tempo em que ele ver a teoria em sala de aula, ele estar pondo em pratica e fica mais fácil associar as disciplinas escolares à realidade empresarial.
Conforme Marques (2003) o verdadeiro empreendedor é aquele que não
faz apenas para somar, mas sim o que ousa nos seus desafios surpreendendo a
todos com o seu diferencial.
I summarize: referred HIM work it is a result of a theoretical-empiric
study, that has as central objective to the importance of Company Júnior's
creation for the teaching in the Course of Accounting Sciences. It presents
the company júnior as diferencial for the teaching, initial concepts in the
world and in our own country, as well as your relationship among
university, students and society in general. He/she calls himself attention
in the development of social politics and it demonstrates the necessary
resources for your formation, composition and the types of services that it
can accomplish in the public and private atmosphere, as well as the
relationship of the teaching for the demands of the market, that became
more rigorous and including - requesting that the professional's of the
accounting formation includes the development of competences, abilities
multidisciplinares and interdisciplinares. We noticed that this initiative
type is of fundamental importance for the student's development when still
academical, sees the difficulties of placing in practice the acquired
teachings in the class room, being that a teaching form of integrating
student and job market. Also meditating that the teaching using the company
júnior in the graduation strengthens the Continuous Professional Education,
that also became fundamental for the accountant's training in the
appropriate exercise of your professional activity. Also tends the
teachers' concern and discentes in a complete graduation in that with the
use of the company júnior with manager of practical knowledge will form
true professionals for the job market, because, they will have an
enterprising practical experience. It is worth to point out that the
company júnior should count with the pledge and the versatility of your
members, aiming at like this the full success in your activities.
Words-key: Company Júnior; graduation teaching; Accounting Sciences;
University.
Referências Biblográficas
CERTO, Samuel C. et al. Administração estratégica. São Paulo: Makron
Books, 1993.
CONFEJ, Empresa Júnior de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio
Grande do Norte - Disponível em . Acesso em: 22 Fevereiro 2004.
DUART, Emeide Nóbrega et al. Manual técnico para realização de trabalhos
monográficos. 4 ed. João Pessoa: Universitária, 2001.
FEJEMG, Federação das Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais. Minas
Gerais. Manual de constituição e administração de Empresas Juniores, 2000.
HENDRIKSEN, Eldon S. et al. Teoria da contabilidade. São Paulo: Atlas,
1999.
IBGE, Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia - Disponível em. Acesso
em: 15 maio 2004.
MARINO, Jose Costa. Kit para Empresa Júnior [mensagem pessoal]. Mensagem
recebida por majcosta@zipmail.com.br em 12 maio 2004.
MARQUES, Claude Alexandre et al. Projeto de Criação de Empresa Júnior: O
caso do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Rio Grande
do Norte (2003). Monografia (graduação em Ciências Contábeis) -
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.
MAXIMILIANOS, Cláudio Américo Fuhrer. Resumo de direito do tributário. 12
ed. São Paulo: Malheiros, 2002.
RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Geral Fácil. 3 ed. São Paulo: Saraiva,
1999.