Uma mercadoria chamada Carnatal
Elaine Cristina Alves da Costa Savalli - Mestre em Ciências Sociais
Professora da Faculdade de Natal - FAL
esavalli@bol.com.br
Ricardo Savalli
Aluno do 2º período do curso de Turismo
Faculdade de Ciências, Cultura e Extensão do RN - FACEX
rsavalli@bol.com.br

Resumo: O Carnatal é um evento que ocorre todos os anos na cidade de Natal-RN, no mês de dezembro. Esta festa é motivada pela mídia que induz o indivíduo a fazer parte do evento, se tornando assim uma pessoa inclusa à sociedade. O consumo acontece principalmente através das vendas dos abadás, que dá o direito de acompanhar o bloco, inclusive no "corredor da folia", onde somente tem acesso as pessoas que adquiriram a roupa adequada (abadá) através da compra. É o espetáculo de consumo que se encontra presente também nesta festa considerada carnaval fora de época.

Palavras-chave: Carnatal; mídia; consumo.


Introdução

Carnatal: nova expressão carnavalesca

O Carnatal, carnaval fora de época, surgiu em Natal, na década de 90, tempo em que o carnaval da cidade se resumia às praias. O Carnatal é um carnaval padronizado que ocorre em vários estados do país, levando de forma geral a cultura baiana através de trios elétricos e bandas.

Natal é uma cidade que já teve carnavais bastante festivos e marcantes. Em jornais locais (Folha da Tarde, Diário de Natal, O Poti, A República ) observa-se que entre os anos 1910 a 1980, havia carnavais de rua, animados pelo Corso (Desfile em carros da Ribeira para a Av. Rio Branco) que começava na Ribeira e se dirigia à Av. Rio Branco, na Cidade Alta. Esses
dois bairros eram os mais bem povoados e em suas ruas localizavam-se alguns clubes, como o Natal Clube (localizado na av. Rio Branco) que fazia parte da programação noturna. Na Ribeira, a noite era encantada pelo Teatro Carlos Gomes (Atual Teatro Alberto Maranhão) que recebia a high society natalense para seus bailes. Podemos citar também o Aero Clube, América, Assen, que ao longo do tempo animaram o carnaval em Natal.

O bloco era a marca registrada. Passavam pelas ruas animando os bairros e assaltando (O assalto era uma forma de beber e lanchar nas residências do bairro a que pertencia o bloco) as residências. Os participantes pagavam o ano inteiro uma taxa que se chamava "jóia", na qual custeava a roupa e adereços para participar do bloco como sua estrutura, que envolvia apenas bandas locais, tocando os "clássicos" do Carnaval. Os Chefões, Psyu, Bandagália, orsários Negros, Ressaka, Magnatas, são apenas alguns exemplos de blocos que animavam os bairros de Natal, principalmente o Alecrim e a Cidade Alta.

Nos anos de 50 a 90 haviam escolas de samba que atualmente (séc. XXI) se apresentam no bairro da Ribeira e resgatam de alguma forma a cultura e a história do povo norte rio-grandense. Pode-se citar algumas escolas como, Balanço do Morro, Malandros do Samba, Índios Potiguares, entre outros.

O tempo foi passando e o carnaval de Natal foi se resumindo aos carnavais de clubes e Escolas de Samba. Entretanto, a partir da década de 80 e toda década de 90, os foliões começaram a se deslocar para as praias, uns para fugirem do carnaval e outros para iniciar uma nova maneira de brincar o carnaval. Uma das praias pioneiras no Carnaval foi a Barra de axaranguape que se localiza no Litoral Norte.

Já na década de 80, já perdeu muito, já não tinha mais blocos, era os bacurinhas, o Psyu, os Magnatas. Me lembro mais do Bacurinhas, que era o pessoal de mais idade, era o pessoal de elite. Foi se resumindo até ficar só nas escolas. (Arruda Sales, antigo folião natalense)

A passagem para a Barra de Maxaranguape era horrível. Tinha uma condição muito precária. O fato era que era uma barra ir para a Barra. A cidade era muito estressante e na praia se enturmava e fazia já uma festa, começaram a levar grupos para as praias." (Newton Aurélio, antigo folião do Bloco Magnatas)

Desde 1998 o carnaval de Natal está localizado na praia da Redinha e de acordo com o calendário turístico da cidade, a prefeitura ainda apóia dois grandes bailes que acontecem na capital, o baile das kengas e o baile das máscaras.

O único baile que existe hoje, é o baile das kengas. E há dois anos eu faço o baile da Danuza. O primeiro eu fiz no Blackout no ano de 2000 fiz no Centro de Turismo, por que já não comportava mais no Blackout. (Danuza Sales, organizadora do Baile da Danuza).

O fato foi que o carnaval de rua se diluiu, dando "brechas" à entrada de um novo estilo e ritmo que já dominava há muito a Bahia: os carnavais fora de época.

A idéia do Carnatal surgiu em 1990, através de quatro empresários locais, que pretendiam inovar na vida cultural e social da cidade de Natal. O carnaval tradicional da cidade já não mais existia, isto insurgiu um interesse por parte dessas pessoas de fazer reavivar o carnaval natalense, desta forma idealizaram um evento variante do tradicional carnaval, caracterizado por acontecer em data diversa deste, e de certa forma com uma estrutura díspare daquele.

A primeira festa fora de época que se ouviu falar foi promovida pelo prefeito de Vitória da Conquista, município baiano (SEBRAE. O carnaval baiano: oportunidades e negócios.) A cidade sempre desejou levar as grandes estrelas da música carnavalesca de Salvador, no período do carnaval, sem conseguir êxito. Visando solucionar este impasse, o prefeito antecipou a festa para uma data anterior, e assim teve a presença dos artistas musicais baianos, com a vantagem de remunerá-los por um preço mais baixo. Esse processo se propagou. No início eram chamadas de Micarêmes, sempre festejadas nos sábados de aleluia, em Feira de Santana. Esta festa foi reinventada em Vitória da Conquista com o nome de Micareta, este nome inclusive se estende a todos os estados do Brasil, onde existem carnavais fora de época.

Em Natal, o Carnatal surgiu com o objetivo de se ter um evento representativo no Estado, em termos nacionais. O Estado do Rio Grande do Norte precisava se enquadrar no quadro turístico dos grupos que viajavam pelo Nordeste. Com as condições de clima e localização propícias ao desenvolvimento do setor turístico, Natal foi vista com "bons olhos" para a implantação de um evento fora de época, o qual anteciparia a alta estação e possibilitaria um maior fluxo de turistas. O processo desencadeou-se a partir do momento em que uma empresa habilitada em comunicação e voltada para publicidade, dirigida por empresários locais, decidiu dar início, na qualidade de organizadores, ao carnaval fora de época do Rio grande do Norte, O Carnatal. Esses empresários, já haviam presenciado outros carnavais fora de época em vários estados, inspirando-se então a empreender em Natal este mais novo evento. A partir desse momento desenvolveu-se um projeto em parceria com a Prefeitura Municipal e o Governo do Estado procurando viabilizar tal evento.

A Destaque, empresa promotora do Carnatal, conseguiu "importar" de Salvador para Natal, os artistas musicais, dando um caráter baiano ao evento. Entretanto, no decorrer do tempo, foram se incorporando outros blocos que não são propriamente baianos. Um fator importante que está presente no Carnatal são os blocos. O bloco é uma organização puxada por um trio elétrico e é animado por um grupo que tem como objetivo conduzir os foliões que compraram a "entrada" para que pudessem participar no bloco. Os blocos têm inovações as mais diversas possíveis e são compostos por carro de apoio, trio elétrico, seguranças, ambulância, cordeiros, ambulantes internos e foliões. Para que um bloco obtenha sucesso é necessário vender todos ou a maioria dos abadas (Roupa específica que identifica e dá acesso ao folião participante de cada bloco), para ajudá-lo a crescer. São contratados os comissários que têm a função de divulgar e vender o bloco em forma de abadás. A alta tecnologia dos trios elétricos chama a atenção dos foliões, pois são utilizados carretas e equipamentos de som com elevada sofisticação. Os carros de apoio garantem aos associados serviços de bar, primeiros socorros e sanitários.

Os blocos impulsionam um mercado altamente rentável representado pela venda de abadás aos seus integrantes e pela conquista de patrocinadores, além da comercialização de bebidas. Contudo, outro fator, que está ligado ao crescimento dos blocos é o sucesso artístico e empresarial conquistado pelos cantores e bandas musicais, que hoje encontram-se em um lugar de destaque no mercado carnavalesco.

De simples 'puxadores de blocos', estes cantores e bandas tornam-se grandes estrelas do show business carnavalesco, criam suas produtoras e editoras para cuidarem de suas carreiras que vendem centenas de milhares de discos. (SEBRAE, 1996: 96)

Trata-se de uma produção elitizada, no qual os blocos são aprisionados por cordas dando ênfase a uma hierarquia social na ocupação do espaço público do carnatal. O custo é alto, e varia de bloco para bloco. Comprando seu abadá, o folião recebe uma autorização para que dois dias antes do início da festa, receba o abadá correspondente ao bloco escolhido. Essas roupas geralmente são "transformadas", principalmente pela classe feminina que contrata costureiras para reformar as roupas, deixando-as mais sensuais e diferentes.

Participar de blocos significa diferenciar-se dos demais, que não possuem o mesmo poder aquisitivo para estar nele. Entrar no bloco corresponde a não enfrentar problemas maiores "fora" dele. A pipoca, é o grupo que fica "fora" do bloco, são todos aqueles que se encontram nas ruas, com segurança pública e que aguardam a passagem dos blocos. A rua é encarada como "Liberdade" , mas que na verdade é cheia de limites, como exemplo, a repressão dos policiais e a não entrada no corredor da folia (Espaço que somente tem acesso o folião que possui o abadá) . Teoricamente quem está na pipoca, se encontra mais submetido à brigas e assaltos, contudo, quem está dentro do bloco também corre riscos com os próprios companheiros da folia, com uma diferença: a segurança está pronta para separar possíveis tumultos.

Teorizando o consumo

O carnatal é um espetáculo de mídias, transmitido pelas emissoras de televisão, no que diz respeito aos planos informativo, publicitário e de entretenimento. Observa-se que um dos principais objetivos do Carnatal é fazer alusão ao carnaval de outros tempos, mesmo com todas as diferenças enquadradas neste novo tipo de diversão. Predomina, então, o Carnatal como mercadoria cultural, devidamente enquadrado nos esquemas particulares de cultura de massa. Armand e Mattelart (1989, p. 103) definem cultura de massa como, A negação do caráter popular na medida em que se trata de uma cultura que usa as massas, produtora de massificação. Aquilo que os dominantes entendem por massa não é senão a imagem que eles devolvem a elas e que se destina a
legitimar sua dominação.

Essa manifestação idealizada pelos princípios carnavalescos, passou a garantir um novo status e a agradar os oriundos de outras camadas da população. Foi necessária sua adaptação aos gostos das elites, sendo forçada a contar com a ajuda de costureiros, iluminadores, vendedores, entre outros, a fim de traduzir o gosto da classe dominante e garantir o acontecimento da festa, repassando aos seus atores e espectadores a idéia de estar adquirindo uma mercadoria de novo valor.

A mercadoria é um elemento central na economia capitalista. Karl Marx, em O Capital (1867), já havia explicado o seu caráter fetichista. Segundo ele:

(...) a forma mercadoria e a relação de valor dos produtos de trabalho, na qual ele se representa, não tem
que ver absolutamente nada com a sua natureza física e com as relações materiais que daí se originam. Não é nada
mais que determinada relação social entre os próprios homens que para eles aqui assume a forma fantasmagórica
de uma relação entre as coisas. (p.71)

Esta temática também foi analisada por Jean Baudrillard (1993), para quem a existência dos objetos não é condicionada unicamente para serem possuídos e usados, mas sobretudo produzidos e comprados. (p. 172) Os grupos sócio-culturais desejam possuir determinadas mercadorias em função principalmente de seu valor simbólico, este valor irá constatar sua mais nova posição social. Será um novo ser incluso na sociedade.

Vivemos em uma sociedade que gira em torno das mercadorias. A partir delas, os indivíduos comunicam-se e sentem-se incluídos no coletivo. O ato de possuir ou desejar bens tornam os indivíduos 'distintos ou iguais' aos demais membros de seu grupo sócio-cultural. De acordo com Baudrillard (1993, p. 173), qualquer bem, para que seja consumido deve se transformar primeiro em signo. O consumo consiste em uma relação ativa, estabelecida entre objetos, sujeitos e mundo. Para Canclini (1997) o signo é caracterizado pelo conjunto de implicações simbólicas que vêm associadas a um determinado objeto e é atribuído socialmente. O valor de símbolo difere dos valores que a sociedade estabelece para um determinado objeto e é atribuído individualmente.

As mercadorias constituem o fundamento da existência do consumo. Isto faz com que elas sejam criadas infinitamente, pois serão logo destruídas e substituídas. Canclini (1999) considerou o consumo como uma das dimensões do processo comunicacional, relacionando-os com práticas e apropriações culturais dos diversos sujeitos envolvidos no sistema. As práticas de consumo têm grande importância nas relações comunicacionais que vem se estabelecendo na sociedade contemporânea. Os grupos sócio-culturais possuem ou desejam possuir determinadas mercadorias que atuam como elementos de distinção.

O que foi chamado por Baudrillard de 'sociedade de consumo' trata-se de uma expressão atual do capitalismo. A importância dos objetos cada vez mais é valorizada pelas pessoas. Nesta nova realidade social, o consumo existe com maior força de expressão do que no passado. Adquirindo na prática ou pelo menos, ideologicamente, o consumo atinge a todos, pois as classes ditas 'médias' e os trabalhadores mais pobres sofrem o mesmo tipo de pressão para que consumam. Ambos desejam ou necessitam desejar a participação neste mesmo sistema, independente de suas condições materiais.

As mídias foram responsáveis pelo processo de relativa unificação do campo do simbólico do consumo, por meio da difusão das mercadorias consideradas consensualmente como objetos de desejo.

O campo de produção simbólica é um microcosmo da luta simbólica entre as classes: é ao servirem os seus interesses na luta interna do campo de produção (e só nessa medida) que os produtores servem os interesses dos grupos exteriores do campo de produção (Bourdieu, p.12)

No Brasil, a partir da década de 1960, a televisão foi se impondo como um meio de comunicação hegemônico, possibilitando para que ocorra uma uniformização dos padrões referenciais de consumo, as mesmas mercadorias seriam desejadas, independente do grupo social a que o indivíduo pertença. A TV é o meio técnico de comunicação em massa mais forte, pois ela atinge a grande maioria dos consumidores, e principalmente, passou a ser um elemento de regulação da vida cotidiana.

O consumo está presente nas crenças e desejos existentes, passando a fazer parte da cultura contemporânea, sendo uma prática bastante incentivada pelo sistema. É consenso da sensação de que todos podem estar nela inseridos. É a busca da felicidade.

Uma das principais mensagens veiculadas na mídia é a de que através da aquisição de determinados produtos as pessoas conseguirão ser felizes, ou seja, é gerado nos consumidores sensações de felicidade. O importante é possuir a mercadoria e mais ainda possuir o que ela simboliza para a sociedade de modo geral. A aceitação deste discurso por parte da população que não tem condições de adquirir esse determinado produto, é real, pois os indivíduos podendo ou não buscam a realização pessoal, através de posses desejados e possuídos pela elite.

A pressão para que a sociedade adquira produtos da moda é imensa, e quem não consegue possuir tal bem material será colocado em posição"inferior", em relação ao meio o qual faz parte. Será um indivíduo infeliz. O discurso e a prática existente em nossa sociedade é o da valorização das pessoas através de seus bens materiais. Segundo sua lógica, quem não possui bens da moda e de valor é um 'fracassado'. Não se valoriza o indivíduo pelo que ele é, mas sim pelo que ele tem e ao que ele pode oferecer materialmente. Foi preciso adequar a sociedade à uma política consumista, pois era preciso estimular a nova ideologia de consumo no mundo dos negócios contemporâneos.

O consumismo é uma ideologia presente em muitos países. A princípio ela se manifestou em nações que alcançaram maior crescimento econômico. Se há produtos é necessário vendê-los. Abordada por Marx, ela cria uma ilusão, gerando uma consciência deformada da realidade. De acordo com Mannheim, seu objetivo principal é o de estabilizar, legitimar ou reproduzir a ordem em vigor, independentemente de ser consciente ou não.

A sociedade sofre os efeitos da "vertigem da realidade" (Baudrillard p. 31), no qual esta recebe os efeitos da atuação dos meios de comunicação de massa. A importância aparente do consumo está relacionada aos aspectos ideológicos desta nova fase do capitalismo. Jacob Gorender (1999) define como:
A sociedade capitalista se apresenta como sociedade do espetáculo. Importa mais do que tudo a imagem, a aparência, a exibição. A ostentação do consumo vale mais que o próprio consumo. O reino do capital fictício atinge o máximo de amplitude ao exigir que a vida se torne ficção de vida. A alienação do ser toma o lugar do próprio ser. A aparência se impõe por cima da existência. Parecer é mais importante do que ser. (p. 125)

Inspirado no marxismo clássico, o autor percebeu a superficialidade desta nova cultura que vem se firmando na sociedade contemporânea. Desta forma, o poder de sedução do consumo está presente justamente na relação dialética estabelecida entre aparência e realidade. Featherstone (1990), afirma que, atualmente, o consumo adquiriu uma importância cultural em grande extensão, sendo mais importante que a dimensão puramente econômica. Um fator que é de forte impulsão na ideologia consumista é a do individualismo. Em sua maioria as pessoas não estão interessadas em projetos coletivos, que tenham como finalidade a modificação de estruturas existentes, esta não é a causa maior do consumo, mas sim com o que podem comprar.

Senett (1998) afirmou que a crença na importância do papel desempenhado pelo indivíduo foi responsável pela criação do que ele denominou de 'sociedade intimista'. Ela seria composta basicamente por dois elementos principais: o narcisismo e o estabelecimento de barreiras de comunicação entre as pessoas, que as impediriam de expor abertamente suas idéias.

O discurso do capitalismo se reproduz à custa das mercadorias, que na aparência, são criadas com o objetivo de aproximar os indivíduos. Por exemplo, é proposto que as pessoas se comuniquem cada vez mais com a alta propagação e propaganda da Internet. O senso comum da sociedade da mídia liga este afastamento 'humano' à violência urbana. A ideologia do consumo dentro do capitalismo é a de que a principal finalidade na vida dos indivíduos é a de comprar. Hoje, este comportamento
foi naturalizado. É uma ideologia incentivada pela mídia e incorporada pela grande maioria da população. O consumo tornou-se o centro da vida e atualmente constitui uma das principais finalidades da existência humana.

Considerações finais

Estudos continuam sendo realizados a respeito do capitalismo, assim como as dimensões ligadas a este termo, entre os quais podemos citar como exemplo, os aspectos sócio-econômicos que apresentam ao ser humano as comprovações das limitações quantitativas e qualitativas dos meios externos que são indispensáveis ao homem: trabalho, consumo, socialização, tempo
livre com outras pessoas. Sempre que um acontecimento está ligado direta ou indiretamente ao fator sócio-econômico é um problema de ciência social. O Carnatal é um evento de consumo, onde as pessoas desejam e se sentem motivadas pela mídia. Há uma necessidade ímpar que faz com que o indivíduo compareça aos blocos para que seja mostrada sua inclusão na
sociedade. A felicidade consiste na prática do momento em que a mídia mostra à sociedade o que ela deve vivenciar de acordo com o auge da "moda".

Abstract: Carnatal is an event that happens every year in the city of Natal- RN, in the month of december. This party is motivated by the media that induces the individual to do part of the event, becoming like this an included person to the society. The consumption happens mainly besides through the sales of the abadás, that gives the right of accompanying the
block, in the "corridor of the spree", where it only has access the people that acquired the appropriate clothes (abadá) through the purchase. It is the consumption show that also meets present in this party considered carnival time rejection.

Key-word: Carnatal; media; consumption.


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